O Náutico deixará de lado o seu tradicional vermelho ao entrar em campo nesta sexta-feira (18) contra a Chapecoense. Para a partida, a equipe usará uma camisa inteira preta.

Com o novo uniforme, o Náutico se coloca como uma voz ativa na luta contra o racismo. Para a campanha de lançamento, o Timbu escolheu a figura do ex-goleiro Nilson. Quando atuou pelo rival Santa Cruz, Nilson ouviu insultos racistas que partiram das arquibancadas onde estava a torcida do Náutico. Ironicamente, ele virou ídolo do Náutico, chegando inclusive a levantar a taça de campeão pernambucano no ano de 2004.

“O Náutico vem buscando quebrar paradigmas históricos. O clube se orgulha das suas tradições e identidade, mas entende que é preciso acompanhar a evolução da sociedade, ser mais plural, e não só respeitar, como também ser parte atuante no combate em algumas lutas. Uma delas é a antirracista”, detalhou o clube através do seu site oficial.

“O Náutico, ele mostra aí que não se orgulha dessa parte do passado dele. O Náutico tem um passado de muitas glórias, mas essa parte racista que o Náutico teve é algo pra ser esquecido realmente”, disse Edno Melo em entrevista ao Globo Esporte.

Importante destacar que a equipe foi, por muito tempo, conhecida como o “clube dos brancos” e foi um dos últimos times grandes de Pernambuco a ter negros. O Náutico foi fundado em 1901 e só permitiu que um negro vestisse sua camisa, e como treinador, em 1960.

“O Náutico tá disposto a fazer todas as ações que realmente punam quem venha a praticar racismo dentro do clube. Alguém que realmente venha a cometer esse tipo de injúria racial, que seja punido exemplarmente. Se for sócio, será aberto um processo administrativo para que seja excluído do quadro de sócio. E se for torcedor, que a gente consiga identificá-lo para entregar às autoridades competentes”, completou Edno Melo.

O post Náutico corrige passado e entra na luta antirracista apareceu primeiro em MKT Esportivo.